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WEG 2021 – 60 anos construindo o nosso futuro: Weg 60 anos na linha do tempo

Em 16 de setembro de 1961, Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus uniram os conhecimentos de eletricista, administrador e mecânico, respectivamente, e fundaram a Eletromotores Jaraguá

16/09/2021

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WEG 2021 – 60 anos construindo o nosso futuro: Weg 60 anos na linha do tempo

Divulgação/ WEG

Década 1960

Em 16 de setembro de 1961, Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus uniram os conhecimentos de eletricista, administrador e mecânico, respectivamente, e fundaram a Eletromotores Jaraguá, onde fabricavam motores elétricos. Pouco tempo depois, mudaram o nome da empresa, que passou a se chamar WEG, em alusão às iniciais de seus fundadores. A primeira sede da empresa estava localizada na Avenida Getúlio Vargas, nº 667, no centro do município. Atualmente, o local abriga o Museu WEG de Ciência e Tecnologias que, além da história da empresa e de seus fundadores, guarda conhecimentos sobre Ciência, Tecnologia e, claro, sobre Energia Elétrica.

Ainda na década de 1960, a WEG construiu e passou a operar na primeira fábrica, conhecida como WEG I, localizada no bairro Nova Brasília, e criou o CentroWEG, centro e ensino técnico para capacitar funcionários e jovens da região. Inaugurado em 1968, o CentroWEG se tornou uma das principais e mais concorridas escolas de formação profissional da região de Jaraguá do Sul, com mais de 4 mil alunos formados. Todos os anos, milhares de jovens disputam uma das 150 vagas para um dos diversos cursos da “escolinha da WEG”, como é carinhosamente chamada pela população.

Década 1970

A década de 1970 foi de muito crescimento para a WEG Motores, principalmente com expansão para o mercado internacional. As primeiras exportações começaram com motores enviados para Guatemala, Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia ainda no início da década. Poucos anos depois, os produtos fabricados em Jaraguá do Sul estavam em 20 países e a WEG abria seu primeiro escritório internacional, na Alemanha, através de parceria com a Motores Jara, empresa local do mesmo segmento. Foi um passo determinante para a WEG se transformar na multinacional que é hoje.

Atualmente, a WEG S.A. possui 46 parques fabris em 12 países diferentes, filiais em 36 países e produtos presentes em cinco continentes. Em 2020, por exemplo, as exportações foram responsáveis por 56,3% da Receita Líquida Total do período, equivalente a R$ 9.839,8 milhões, crescimento de 26,4% em relação a 2019. A América do Norte é o continente com maior representatividade nesse bolo, com fatia de 45%. Depois, seguem-se Europa (28%), América do Sul e Central (10%), Ásia-Pacífico (10%) e África (7%).

A rápida e sólida expansão internacional vivida pela WEG a partir da década de 1970 se deu também porque foi nessa mesma época que a empresa fabricou o primeiro motor de acordo com as Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e IEC (International Electrotechnical Commission, organização mundial líder que prepara e publica Normas Internacionais para as áreas elétrica, eletrônica e de tecnologias relacionadas). Ambas as Normas são a base da Política de Qualidade WEG, também criada na década de 1970, responsável pela qualidade assegurada dos produtos.

Tamanho crescimento levou a WEG a ampliar a produção, com a construção do Parque Fabril II, também em Jaraguá do Sul, e a atingir a marca de 1 milhão de motores produzidos. Nesta mesma década, a companhia entrou para a Bolsa de Valores e deu passos significativos em termos de preservação ambiental com a implantação do primeiro Parque de Reflorestamento.

Década 1980

Se a década de 1970 foi de intenso crescimento para a WEG, principalmente com expansão internacional, a década de 1980 não poderia ser diferente. Foram abertas a WEG Acionamentos, a WEG Transformadores, a WEG Energia, a WEG Química e a WEG Automação. A expansão para novos segmentos de negócios também contou com a implantação do Centro Tecnológico, junto ao Parque Fabril II, e levou ao lançamento de novos produtos, como da linha de contatores e relés de proteção, e dos primeiros motores de grande potência, de 100 a 200 KW.

A diversificação de negócios transformou a WEG no que ela é hoje, um grupo forte, com atuação consolidada nos segmentos de Energia, Geração de Energia, Transmissão e Distribuição, Proteção de Instalações Elétricas, Conversão de Energia e Automação Industrial, Tração Elétrica e Infraestrutura de recarga de veículos elétricos, Infraestrutura elétrica predial, Tintas Industriais e Plataformas IOT. Ou seja, a diversificação sempre foi parte de uma visão estratégica da empresa de fornecer soluções eficientes, com linha completa de máquinas elétricas, da geração ao consumo energético, modelo de negócio que permite à Companhia integrar produtos em soluções completas, baseada na capacidade de produção competitiva e na flexibilidade.

É uma estratégia que se tornou base da presença WEG no mercado nacional e internacional, reconhecida por clientes, baseada na verticalização (que traz flexibilidade de produção e uma estrutura com custos muito mais competitivos), na flexibilidade financeira (para busca de oportunidades de crescimento à medida que se tornam disponíveis) e na diversificação (presença global e mix de produtos que permitem atingir os mercados que oferecem as melhores perspectivas de crescimento).

A década de 1980 ainda reserva importantes momentos da história da Companhia. A conquista em 1986, do primeiro Prêmio “Revista Exame – Melhores e Maiores”, e a troca de presidentes, com Eggon João da Silva passando o bastão para Décio da Silva, em 1989. Neste mesmo ano, os três fundadores, Werner, Eggon e Geraldo formaram o Conselho de Administração.

Década 1990

Décio da Silva assumiu a presidência da companhia com metas ousadas, sobretudo em termos de expansão internacional. A década de 1990 consolidou definitivamente a WEG como uma multinacional, após inaugurações de filiais nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, França, Espanha e Suécia. No final da década, a Companhia também exportava 29% de toda a produção, alcançando 55 países. A presença no mercado interno também estava mais que sólida, com a WEG responsável por 79% de market share (participação no mercado em termos de vendas) do mercado brasileiro.

Mas as inaugurações da década não se restringiram ao exterior, porque foi em Guaramirim, cidade vizinha a Jaraguá do Sul, que a WEG inaugurou, em 1992, uma das fundições mais modernas da América Latina. Já em 1994, inaugurou o Centro de Negócios Industriais.

A década de 1990 ainda trouxe o Programa de Participação nos Lucros, um benefício para os funcionários até então inédito na região, e marcou o início de um evento que se tornou tradição em Jaraguá do Sul: a Ação Comunitária WEG.

A primeira edição foi realizada em 1995. Desde então, foram 19 edições do evento, que se tornou um dos principais canais através do qual a Companhia estreita relações com a comunidade, oportunizando acesso gratuito a serviços e orientações relacionadas com saúde, educação, saneamento, cultura, bem-estar social, confecção de documentos, entre outros. O evento se tornou tão importante que foi inspiração e modelo para que a administração pública realizasse o Movimenta Jaraguá, evento que está na 14ª edição.

Na década de 1990, a WEG ainda levou para casa dois importantes reconhecimentos à qualidade de seus produtos, a certificação ISO 9001 e o Prêmio Nacional de Qualidade.

Década 2000

A década de 2000 foi de muitas aquisições e inaugurações para a WEG, dentro e fora do país. Em 2000, comprou as primeiras fábricas no exterior, na Argentina e no México; em Portugal, comprou em 2002; em 2005, inaugurou fábrica na China, filial em Cingapura e unidade fabril em Manaus (AM). Em 2007, comprou a empresa Trafo, fabricante de transformadores de força de grande porte e de subestações móveis e fixas, com unidades em Gravataí (RS) e Hortolândia (SP), e a Hidráulica Industrial S/A (HISA), fabricante de turbinas hidráulicas – uma aquisição estratégica que reforçou a atuação da WEG no segmento de Geração, Transmissão e Distribuição de energia. Em 2008, a WEG chegou à Rússia, com abertura de filial. Um ano depois, inaugurou fábrica de transformadores em Huehuetoca, no México.

Além da expansão geográfica, a década de 2000 trouxe grandes marcos: o primeiro bilhão de reais faturado em um mesmo ano, a fabricação do motor de número 100 milhões e a certificação ISO 14001, importante reconhecimento ao Sistema de Gestão Ambiental e às ações de sustentabilidade empreendidas pela WEG. Por fim, o resgate e a preservação da própria história, com a inauguração, em 2003, do Museu WEG de Ciência e Tecnologia, um presente para a comunidade de Jaraguá do Sul e região e para todos que visitam o espaço.

Já nos anos de 2002 e 2003, respectivamente, a WEG desafiou a si própria e ao mercado entregando o maior Transformador WEG até então (200MVA, 550kV) e o maior gerador do mundo fabricado até então (50.000kVA, 13,8kV e 4 polos).

A década terminou com a segunda transição do comando da empresa. A presidência da WEG foi assumida por Harry Schmelzer Jr., profissional de carreira, e Décio da Silva assumiu a presidência do Conselho de Administração.

Década 2010

A década de 2010 a 2020 foi de comemorações para a WEG, que em 2011 celebrou os 50 anos de fundação com lançamento de um livro com sua história e festas para os funcionários. Em 2010, especificamente, a Companhia deu um novo salto geográfico com uma nova estratégia de expansão: aquisição de empresas já constituídas, mas aderentes aos segmentos e negócios da companhia. As inaugurações de novos parques fabris também continuaram.

Década 2020

No ano de 2020, a WEG adquiriu o controle de duas startups: a BirminD, empresa de tecnologia ativa no mercado de Inteligência Artificial aplicada ao Industrial Analytics, e a MVISIA, especializada em soluções de inteligência artificial aplicadas à visão computacional da indústria.

Mas o ano de 2020 também trouxe desafios até então inimagináveis para a WEG e todo o mundo, com a pandemia do novo coronavírus. Para assegurar a continuidade dos negócios, conciliar resultados financeiros com a segurança de seus trabalhadores e mitigar os efeitos da Covid-19 nas comunidades, a WEG colocou em prática um extenso plano de ação, com adaptações para as diferentes realidades das regiões em que está inserida, sempre priorizando a saúde, a segurança e o bem-estar das pessoas, trabalhadores e comunidades, respeitando as regras sanitárias locais.

Confira o caderno especial dos 60 anos da WEG feito pelo JDV (clique aqui)

Texto: Carolina Veiga.

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