A Arte de ensinar para adultos

Claudio Piotto

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação.

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Andragogia

Inicio o artigo de hoje com Piaget, trazendo sua visão interacionista onde defendeu a ideia que a interação entre o indivíduo e o ambiente é responsável pela formação do conhecimento, tendo a assimilação como elemento-chave para a base de todo o processo de aprendizagem. O modelo piagetiano trouxe a preocupação sobre os mecanismos processuais do pensamento do homem, desde o início da sua vida até a vida adulta. Nesse sentido o educador norte americano Malcom Knowles desenvolveu a Andragogia, que é a arte de ensinar adultos, uma vez que eles trazem consigo experiências e conhecimentos acumulados com a vida. Andragogia (do grego: andros - adulto e gogos - educar), é um caminho educacional que busca compreender o adulto.

A Arte de ensinar para adultos

 A Andragogia se difere de outras técnicas e ciências de ensino, buscando valorizar e utilizar o conhecimento adquirido com a idade. A aprendizagem leva em seu planejamento ações que tenham significados e relações com o cotidiano da vida desse adulto, que relacionam às necessidades e conhecimentos para dar sentido ao aprendizado. Nesse sentido a Andragogia desenvolve junto ao adulto o respeito a sua independência e à autogestão do processssa linha educacional o aprendizado é uma via de mão dupla, uma vez que a própria faixa etária entre professor e aluno são próximas. A Andragogia respeita o tempo e a maneira de aprendizagem do aluno, valoriza o que é realizado, como por exemplo: o adulto, para aprender, precisa saber o porquê de aprender, qual a necessidade em saber sobre algo e as vantagens nesse processo. O professor nesse processo, também precisa compreender as diferenças de aprendizagem e respeitar o tempo de cada um.

 

Quem aprende mais? O professor ou o estudante? 

 Na Andragogia, o aprendizo de aprendizagem. Outro fator a se considerar é que o professor deve ser o facilitador no processo de ensino e aprendizagem do aluno. Ne traz experiências adquiridas dentro de uma realidade: a escola da vida, portanto sua busca na “escola” é por desafios e soluções de problemas ligados ao seu dia-dia e aos anseios que podem fazer a diferença em sua vida. O aluno adulto tem conhecimento de suas dificuldades e compreende quando não aprende, tendo em seus erros e acertos os ajustes para seguir. Para esse aluno o currículo precisa ser pensado de maneira diferenciada, e se for ligado ao trabalho com formação profissional, melhor será para ele. Nesse ambiente de aprendizagem o professor aprende constantemente com seus alunos, suas experiências permitem a ele planejar e replanejar suas ações conforme o conhecimento dos alunos, ações que tornarão as aulas mais atraentes e significativas, pois quando o aluno se identifica com a aprendizagem, aumenta seu interesse e envolvimento. Nesse processo as parcerias entre facilitador e aprendizes ocorrem em relações horizontais, na soma das relações com seus compartilhamentos. Nesse processo o aluno é protagonista no currículo e torna-se professor ao compartilhar seus conhecimentos.