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Coluna: Prefeitos com Moisés

Entre os que discursaram a favor de Moisés estava o candidato ao Senado pelo MDB, deputado federal Celso Maldaner

29/07/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Prefeitos com Moisés

Prefeitos de Mafra, Bela Vista do Toldo, Major Vieira, Monte Castelo, Papanduva, Itaiópolis, Irineópolis, Canoinhas, Porto União e Três Barras assinaram documento de apoio à reeleição de Carlos Moisés (Republicanos). Entre os que discursaram a favor de Moisés estava o candidato ao Senado pelo MDB, deputado federal Celso Maldaner, um dos mentores da “irreversível” (como ele mesmo afirmava) candidatura de Antidio Lunelli (MDB).

E salve-se quem puder!

Mas, se Maldaner quer votos tem de ter apoio de quem caminha com Moisés. E o resto que se dane! O que inclui os prefeitos signatários da carta. Aliás, o presidente licenciado do MDB ostentava adesivo no ombro direito com o número 10 (Republicanos). Entre os prefeitos estão filiados ao PSD (quatro) e Patriota (um), partidos alinhados à candidatura de Gean Loureiro (União Brasil). Além de três do PSDB, do Podemos (um) e PP (um) que tem Esperidião Amin para governador.

Eleições

  • Antidio Lunelli (MDB) no Facebook: “Ser prefeito de Jaraguá do Sul foi uma grande honra. Só posso agradecer pelo privilégio e a responsabilidade de administrar essa cidade que eu tanto amo! Me dediquei de corpo e alma e fico muito feliz por ver tudo o que alcançamos. Não consegui fazer 100% do que eu planejei, mas deixamos tudo alinhado”.
  • Há pouco mais de dois meses das eleições, apenas uma chapa majoritária está definida. É a de Gean Loureiro (União Brasil) para governador, Eron Giordadni (PSD) para vice e Raimundo Colombo (PSD) a senador. Todo o resto é uma briga de egos inflados e interesses escusos.
  • Mas isso não quer dizer, nem de longe, que Gean Loureiro (UB), por conta da definição de sua chapa majoritária, tem mais chances que outros candidatos. Ao contrário, terá de batalhar e muito, ele e seus apoiadores, se quiser chegar ao segundo turno. Pouco provável, no momento.
  • Do ex-deputado Gelson Merisio (Solidariedade), na convenção do PT que homologou Décio Lima para governador, sobre as eleições de quatro anos atrás quando disputou o governo do Estado pelo PSD: “A verticalização me tirou a vitória em 2018. E vai dar a vitória para o Décio”.
  • Merísio, agora coordenador da campanha de Décio Lima (PT), à época tinha, entre os partidos que o apoiaram, vários da esquerda, alguns agora alinhados ao candidato petista Décio Lima: PCdoB, Solidariedade, PDT, PSB, PPL, PROS. E até o PP de Esperidião Amin, hoje um bolsonarista ‘convicto’.
  • O próprio Merisio tentou se aproveitar da “onda Bolsonaro” no segundo turno de 2018, vendo a eleição cair no colo de Carlos Moisés, candidato do PSL: “Eu, Gelson Merisio, voto Bolsonaro. Nesse momento do nosso país não podemos nos omitir. Cada de nós terá que se posicionar de uma forma muito clara. Ou olhamos para trás, ou damos chance à mudança”.
  • O PDT, pela quarta vez, vai de Ciro Gomes para presidente da República. Gomes já foi filiado ao PDS, PMDB, PSDB e PPS. Seus alvos preferidos em suas críticas contundentes, são Jair Bolsonaro (PL), Lula da Silva (PT) e Sérgio Moro (União Brasil).

PP abraça Bolsonaro

Em convenção nacional, o PP decidiu apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Uma mão na roda para Esperidião Amin (PP), que vibrou por conta da popularidade que o presidente tem (ainda) em território catarinense. Quem não gostou foi o senador Jorginho Mello (PL). Porque, com isso, o PP tira a exclusividade de Mello ter Bolsonaro (que foi à convenção do PP) apenas no seu palanque. Dia 5 de agosto o PL homologa a candidatura de Mello e a expectativa, agora, é pelo tom do discurso. Inevitavelmente, em algum momento terão um confronto.

Amin festeja aliança

“Nós dois, Ângela (Amin, deputada federal) e eu, estávamos no Congresso quando o então deputado Jair Bolsonaro chegou. Portanto, nós temos algum tempo de conhecimento para dizer que esta é a melhor decisão que podemos tomar em favor do Brasil”, discursou Amin como quem solta foguetes. A eleição majoritária de outubro promete ser a mais disputada para governador desde o histórico ano de 1982, na derrota do senador Jaison Tupy Barreto (PMDB) para Amin (PDS). Com diferença de míseros 12.650 mil votos.

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