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Coluna: Um pouco de capitalismo

O capitalismo é a base da sociedade que permite a livre competição, sem isso garantir igualdade de condições para essa competição. A desigualdade torna a competição injusta.

22/09/2021

Por

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação

Coluna: Um pouco de capitalismo

O Capitalismo

Como sistema econômico que visa ao lucro e à acumulação das riquezas e está baseado na propriedade privada dos meios de produção! Os meios de produção podem ser máquinas, terras, ou instalações industriais, por exemplo, e eles têm a função de gerar renda por meio do trabalho.

A propriedade

Predomina a propriedade privada e a busca constante pelo lucro com a acumulação de capital, que se manifesta na forma de bens e dinheiro. Apesar de ser considerado um sistema econômico, o capitalismo estende-se aos campos políticos, sociais, culturais, éticos e muitos outros, compondo quase que a totalidade do espaço geográfico.

Surgimento do capitalismo

Teve início na chamada Baixa Idade Média (do século XIII ao XV), com a formação de pequenas cidades comerciais, chamadas burgos. O rompimento com o modelo feudal e o fortalecimento do comércio deram início ao novo modelo. A propriedade coletiva, torna-se privada. A troca natural de produtos passar a ser feita por capital.

Capitalismo Comercial

O capitalismo comercial, antes do desenvolvimento da industrialização, quando a economia era essencialmente centrada nas trocas comerciais e a riqueza das nações era medida pelo acúmulo de matérias-primas. Por isso, o período que vai do século XVI a meados do século XVIII é chamado Capitalismo Comercial. As premissas básicas do mercantilismo eram: a) busca por matérias-primas a baixo custo; b) produção de mercadorias manufaturadas; c) metalismo (acúmulo máximo de metais preciosos) e d) a busca pela balança comercial sempre favorável, ou seja, exportar e vender mais do que importar e comprar.

Capitalismo Industrial

Os dois fatores históricos que ocasionaram a transição do capitalismo comercial para o capitalismo industrial foi a Revolução Industrial (1760-1820) e a Revolução Francesa (1789-1799). Tais acontecimentos permitiram a estabilização do poder nas mãos da burguesia, centrando a economia na principal atividade desenvolvida e administrada por essa classe: a industrialização.

Liberalismo Econômico

O modelo econômico predominante nesse período foi o liberalismo econômico, elaborado por Adam Smith e preconizava a mínima intervenção do Estado nas práticas econômicas. Tal posição consolidou o máximo poder da burguesia, visto que seria ela – na figura do Mercado – quem controlaria o andamento da economia.

Capitalismo Financeiro ou Monopolista

A transição do capitalismo para a sua fase financeira ocorreu através do processo de investimento do capital bancário sobre o capital industrial. Com isso, a economia não estava mais centrada nas práticas industriais, mas nas práticas especulativas e financeiras. A busca pela acumulação de capital intensificou-se e alcançou patamares jamais vistos na história da humanidade. Nesse período também surgiram e se expandiram as Transnacionais, também chamadas Multinacionais ou Empresas Globais, que rapidamente se instalaram em vários países, principalmente os subdesenvolvidos, em busca de matéria-prima, mão de obra barata e ampliação do mercado consumidor. 

A crítica ao capitalismo

Críticas recentes demonstram que a desigualdade social no capitalismo está fora de controle, e, é considerada uma das grandes ameaças ao progresso social. Um estudo de 2019 demonstrou que 2153 bilionários possuem uma riqueza que corresponde ao que 60% da população do planeta possuem

 

 

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