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Coluna: “União Brasil” nasce rachado em SC

O “União Brasil” se apresenta como um partido de “direita”. Ou seja, jamais apoiará um candidato das esquerdas para presidente.

10/10/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: “União Brasil” nasce rachado em SC

Divulgação

Está criado o “União Brasil”, que leva o número 44 já nas eleições de 2022. O novo partido estreia com 81 deputado federais, sete senadores, três governadores e R$ 160 milhões do Fundo Eleitoral. Além, é claro, de deputados estaduais, prefeitos e vereadores que devem aderir.

Em Santa Catarina o novo partido será presidido pelo deputado federal Fabio Schiochet (PSL). Porém, já começa “rachado”, até porque implica em apoiar o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM) como candidato a governador. “Goela abaixo”, como sempre.

Debandada no PSL

Dos cinco deputados estaduais, Jessé Lopes, Ana Campagnolo e Felipe Estevão, do PSL, vão migrar para outros partidos. Entre os federais, Coronel Amando, Daniel Freitas e Caroline de Toni, também.

Antes da fusão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM) era citado como terceira via na disputa pela presidência da República. Mas agora, o que era uma “prioridade”, visto a polarização entre Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido), deixou de ser. Agora a prioridade é eleger governadores. Doze, dizem eles.

Com perfil de direita

O “União Brasil” se apresenta como um partido de “direita”. Ou seja, jamais apoiará um candidato das esquerdas para presidente. Ora, desde que foram restabelecidas as eleições diretas para presidente da República, jamais o país teve um candidato de direita.

O primeiro foi Jair Bolsonaro, em 2018. E, pelo andar da carruagem, também o único em 2022, porque não há e nem haverá outro com tal perfil. Então, nada a estranhar se o “União Brasil”, com latifundiários na executiva nacional, aparecer como aliado à reeleição de Bolsonaro.

Dois à reeleição

Salvo acidentes de percurso, Carlos Chiodini (MDB) e Fábio Schiochet (PSL) são candidatos à reeleição em 2022. Em 2018, fizeram fraca votação em Jaraguá do Sul, base eleitoral de ambos: Schiochet, em sua primeira disputa por cargo eletivo, levou 21.721 votos. Chiodini, também por três vezes deputado estadual, obteve 18.399 mil votos.

Votos pulverizados

Sexto mais votado, Chiodini foi buscar outros 79.214 mil votos fora de seu domicílio eleitoral. Schiochet, o sétimo mais votado, também. E só garantiu a eleição com mais 65.982 mil votos em urnas de outros municípios.

Por enquanto, ambos não têm concorrentes à Câmara dos Deputados em 2022, em Jaraguá do Sul para, digamos, atrapalhar. O que poderia ser fatal.

Pé na estrada

O PT estará “ presente, militante e protagonista nas eleições de 2022”. O discurso é do presidente do diretório estadual petista e ex-deputado federal, Décio Nery de Lima. Também pré-candidato a governador, até porque o partido não tem e nem vai ter outro nome consistente.

Lima já botou o pé na estrada e fica o fim de semana pelo Oeste catarinense, também para alinhavar nomes para a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. E visitando obras dos ex-presidentes Lula da Silva (de quem é compadre) e Dilma Rousseff naquela região catarinense.

O MDB vai decidir

“O MDB vai ter que me dizer que não me quer como candidato. Eu tenho o apoio de 90% das principais lideranças. No momento certo o partido vai ter que decidir. Tô cansado desses diálogos apequenados, não me presto a isto. SC merece mais”.

Do senador Dario Berger (MDB), pré-candidato a governador, para o jornalista Marcelo Lula (SC em Pauta), questionando sobre qual a razão para abrir mão da vaga para o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli. A reação do senador se dá por conta de conversas de que teria rompido acordo para que Lunelli fosse o cabeça de chapa, com o deputado Celso Maldaner de vice e ele (Dario) à reeleição.

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