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Coluna: Vale perde R$ 85,5 milhões

Os cinco maiores municípios do Vale do Itapocu vão perder, juntos e até 2024, quando termina o mandato dos atuais prefeitos, R$ 85,5 milhões de ICMS incidente sobre combustíveis, energia elétrica, gás natural, comunicações e transporte público

15/06/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Vale perde R$ 85,5 milhões

Os cinco maiores municípios do Vale do Itapocu vão perder, juntos e até 2024, quando termina o mandato dos atuais prefeitos, R$ 85,5 milhões de ICMS incidente sobre combustíveis, energia elétrica, gás natural, comunicações e transporte público. Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto passou pelo Senado. Foram 65 votos a favor e 12 contrários. Os atuais 25% caem para 17%. A ideia é combater a inflação que cresce com a elevação dos preços de bens e serviços. Principalmente combustíveis e energia elétrica, o que, em ano eleitoral, é péssimo para o governo.

(Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

As maiores perdas

Jaraguá do Sul, nos próximos dois anos e meio, terá R$ 57,7 milhões a menos em recursos deste imposto. Depois aparece Guaramirim, com redução de R$ 18 milhões. Massaranduba vem em seguida com R$ 4,6 milhões. Schroeder vai perder R$ 3,7 milhões e Corupá, com R$ 1,8 milhão a menos. Os valores foram apurados pela Federação Catarinense dos Municípios que se posicionou contra.

Votaram “sim”

Esperidião Amin (PP), Dario Berger (PSB) e Jorginho Mello (PPL), todos candidatos a governador, votaram a favor do projeto que reduz a alíquota do ICMS incidente sobre combustíveis, comunicações, gás natural, energia elétrica e transporte coletivo. Entre os 12 votos contrários estão senadores do MDB (3), PT (7), PROS (1) e Podemos (1)

Eleições

*Tucanos foram ter com o governador Carlos Moisés (Republicanos). Também conversaram com o senador Esperidião Amin (PP). Ambos querem o PSDB como aliado na disputa pelo governo do Estado. Sem problemas, só depende da barganha que cada um tem para oferecer.

*Para Moisés, negociar apoio tucano ficou difícil já que o governador garantiu as vagas de vice e senador ao MDB. Na chapa de Amin tudo ainda está em aberto. O senador quer ter um tucano de vice. O PSDB tem dois deputados estaduais e uma deputada federal dona de 102 mil votos.

*Com três aliados na disputa pelo governo do Estado- Esperidião Amin (PP), Jorginho Mello (PL) e Gean Loureiro (União Brasil) – é bem provável que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não suba no palanque de nenhum deles. Que, mesmo assim, terão de garimpar votos com JB.

*Ex-deputada estadual Ana Paula Lima (PT) disputará vaga na Câmara dos Deputados. Por um voto não se elegeu em 2018, perdendo a vaga para Ricardo Ghidi (PSD/Criciúma). Ela novamente aposta na candidatura do marido, Décio Lima, a governador. O que, em tese, a beneficiaria nas urnas.  Décio disputou o mesmo cargo em 2018 e ficou em quarto lugar.

*Deputados aceleram repasses de recursos públicos aos municípios oriundos das emendas parlamentares. São valores criados por eles mesmos e que o governo se obriga a pagar sob pena, até, de cassação do governador. O ano é eleitoral e todo mundo corre atrás de apoio à própria reeleição.

*Segundo o secretário da Fazenda, Paulo Eli, faltam duas parcelas para o Estado quitar dívida contraída com o Bank of América em 2013, destinado ao Fundo de Apoio aos Municípios criado no governo de Raimundo Colombo (PSD). Tipo Plano 1000 de Carlos Moisés só que, à época, com dinheiro de empréstimo.

* Gean Loureiro (União Brasil), candidato a governador, engoliu dois sapos de uma só vez: o vice Eron Giordani (PSD), ex-chefe da Casa Civil que deu rumo político ao governo de Carlos Moisés, e o compromisso de pedir votos para Jair Bolsonaro (PL), condição imposta pelo coordenador da sua campanha e também prefeito de Chapecó, João Rodrigues.

A prova dos nove

Prefeito Mário Hildebrandt (Podemos), de Blumenau, recebe o govenador Carlos Moisés (Republicanos) no dia 28 à noite. Ao contrário de atos anteriores quase restritos à presença de políticos, desta vez haverá presença de público. Um teste real para Moisés medir sua popularidade junto ao eleitorado e, também, para Hildebrandt mostrar que tem força política.

Centro de Convenções

O governador vai a Blumenau assinar a ordem de serviço para construção do Centro de Convenções da cidade em área contígua à Vila Germânica, palco da Oktoberfest. Uma obra que tem R$ 38,8 milhões em recursos do Estado. A estrutura terá três pavimentos com capacidade para receber 1,3 mil pessoas simultaneamente.

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